Trump sobre a Venezuela: "Nós vamos administrar o país, até o momento da transição. (...) Serve como aviso. (...) O ditador se foi. (...) Não vamos dar chances de alguém ficar no lugar de Maduro. (...) Queremos bons vizinhos do nosso lado" (...) É uma coisa imensa o que aconteceu na noite passada"
Sábado 03/01/26 - 13h44O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, e o chefe do Estado-Maior Conjunto das Forças Armadas americanas, general Dan Caine, forneceram detalhes oficiais sobre operação militar que capturou o presidente venezuelano, Nicolás Maduro.
Em coletiva de imprensa na Flórida, o general Caine afirmou que a missão, denominada "Resolução Absoluta", envolveu o lançamento de 150 aeronaves.
A operação, que durou cerca de duas horas e vinte minutos, foi para desmantelar as defesas aéreas da Venezuela para permitir que helicópteros das forças especiais entrassem em Caracas e capturassem Maduro e sua esposa.
Trump fez declarações fortes:
Ele afirmou que os Estados Unidos irão "governar a Venezuela até que possamos fazer uma transição segura" para um novo governo, sem estabelecer prazo.
Ressaltou que a ação sinaliza o retorno da chamada Doutrina Monroe, política histórica de influência americana na América Latina.
"O domínio americano no Hemisfério Ocidental nunca mais será questionado", disse.
Maduro e esposa estão sendo levados a Nova York para responder a acusações criminais de narcotráfico e posse de armas.
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14h37, sábado, Agencia Brasil
Trump diz que EUA vão administrar Venezuela e controlar petróleo
Presidente norte-americano faz pronunciamento após invasão militar
PEDRO RAFAEL VILELA - REPÓRTER DA AGÊNCIA BRASIL
O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, afirmou neste sábado (3), na primeira manifestação oficial após a invasão militar na Venezuela e captura de Nicolás Maduro, que o governo norte-americano vai administrar o país latino-americano, a partir de agora, até que se possa fazer uma transição de poder.
"Vamos administrar o país até que possamos realizar uma transição segura, adequada e criteriosa. Não queremos nos envolver em colocar outra pessoa no poder e acabar na mesma situação que tivemos por um longo período de anos", disse o norte-americano.
De acordo com Trump, os Estados Unidos "estão lá agora".
"O que as pessoas não entendem — mas passam a entender quando digo isto — é que estamos lá agora, e vamos permanecer até que a transição adequada possa ocorrer. Portanto, vamos ficar e, essencialmente, administrar o país até que uma transição correta seja possível", disse em uma coletiva de imprensa transmitida de sua residência particular no resort de Mar-a-Lago, em Palm Beach, na Flórida.
Trump destacou o que classificou como uma das "demonstrações mais impressionantes, eficazes e poderosas da capacidade e da competência militar americana na história dos Estados Unidos", que teria neutralizado completamente as defesas venezuelanas. Disse também que nenhum equipamento militar estadunidense foi sequer atingido e nenhum homem morto ou ferido na operação.
"Todas as capacidades militares da Venezuela foram tornadas impotentes quando os homens e mulheres de nossas Forças Armadas, trabalhando em conjunto com as forças de segurança dos Estados Unidos, capturaram Maduro no meio da noite. Estava escuro. As luzes de Caracas estavam em grande parte apagadas devido a uma certa expertise que possuímos. Estava escuro e foi letal", afirmou.
"Mas ele foi capturado junto com sua esposa, Cilia Flores, ambos agora enfrentando a Justiça americana. Maduro e Flores foram indiciados no Distrito Sul de Nova York, sob responsabilidade de Jay Clayton, por sua campanha de narcoterrorismo mortal contra os Estados Unidos e seus cidadãos", afirmou.
Pouco antes de iniciar a declaração à imprensa, Trump publicou uma suposta foto de Nicolás Maduro em que o venezuelano aparece com os olhos cobertos por óculos escuros. A foto foi postada por Trump em sua rede Truth Social, com a descrição de que Maduro estaria a bordo do USS Iwo Jima, em referência ao navio militar norte-americano para o qual teria sido transferido.
Petróleo
O presidente dos EUA, que justificou a invasão com acusações de narcotráfico por parte do governo Maduro, embora sem provas, também deixou claro que o setor petrolífero venezuelano, que possui as maiores reservas conhecidas do planeta, passará a ser controlado por empresas norte-americanas. E ameaçou com uma segunda onda de ataques caso haja resistência do país.
"Como todos sabem, o setor de petróleo na Venezuela foi um fracasso, um fracasso total por um longo período. Eles estavam produzindo quase nada em comparação com o que poderiam estar produzindo e com o que poderia ter acontecido. Vamos levar nossas grandes empresas petrolíferas dos Estados Unidos — as maiores do mundo — para investir bilhões de dólares, consertar a infraestrutura gravemente danificada, a infraestrutura de petróleo, e começar a gerar dinheiro para o país", disse.
"E estamos prontos para lançar um segundo ataque, muito maior, se for necessário. Estávamos preparados para realizar uma segunda onda, se fosse preciso. Na verdade, presumíamos que uma segunda onda seria necessária, mas agora provavelmente não será."


